Moradores de longa duração de parques de caravanas enfrentam despejos: no País de Gales, autoridades aplicam medidas coercivas por descumprimento de habitação acessível; na Austrália, inquilinos são expulsos após mudança de proprietário ou para dar lugar a turistas.
Ridgeway Resort em Manorbier, País de Gales
As autoridades do Parque Nacional da Costa de Pembrokeshire iniciaram medidas coercivas contra o parque de caravanas Ridgeway Resort (antigo Buttyland) em Manorbier. O motivo é o não cumprimento das condições de uma licença de construção concedida em 2021, que exigia a transferência de terrenos para 14 habitações acessíveis à autoridade local de habitação. Até maio de 2025, 17 caravanas estáticas foram instaladas, 16 ocupadas, mas a transferência do terreno não ocorreu. O Comité de Desenvolvimento aprovou o início de um processo judicial para obrigar ao cumprimento.
Kirra Beach Tourist Park na Gold Coast, Austrália
Um casal idoso que vive no parque turístico Kirra Beach na Gold Coast terá que deixar o seu lugar até junho de 2028. A câmara municipal planeia reconverter todos os seus sete parques em aluguer de curta duração para turistas, tendo já comprado cerca de 10 milhões de dólares australianos em propriedades a residentes permanentes. O casal recusou uma oferta de 60 000 dólares porque não pode pagar um aluguer no mercado livre, onde o preço mediano atinge 850 dólares por semana.
Rose Gardens (Acclaim Rose Gardens) em Albany, Austrália
Cerca de vinte residentes de longa duração do parque de caravanas Rose Gardens (também conhecido como Acclaim Rose Gardens) em Albany, Austrália Ocidental, foram despejados após a venda do terreno a um novo proprietário no início de 2025. O novo proprietário, RAC Tourism Assets, comprou o terreno ao governo do estado em regime de propriedade plena. Foram oferecidos pagamentos únicos de até 25 000 dólares australianos, mas alguns – incluindo um inquilino com cancro – ficaram sem habitação permanente. O despejo foi possível devido a contratos de arrendamento mensais que, ao abrigo da Lei dos Parques Residenciais de 2006, não protegiam os inquilinos em caso de mudança de proprietário do terreno.